04 setembro 2016

O cara-crachá das eleições

Em cada cidade deveríamos estar conversando sobre política, no sentido das verdadeiras necessidades dos cidadãos, sobre as liberdades, sobre a participação do estado, sobre a participação da sociedade (nós mesmos).

Não concordo com essa propaganda "cara-crachá" que rouba do cidadão a oportunidade de saber com quem está falando. 

Boas opções de pessoas dispostas a viver essas questões se perdem. As cidades são o ponto de sustentação das estruturas estaduais e na sequência as federais. 

Só nas cidades é que as pessoas podem falar diretamente das coisas mais próximas, dos problemas mais urgentes e da continuação daquilo que está bem encaminhado. Coisas que afetam de imediato as nossa vidas.

O país novo que muita gente deseja, será formado pelas cidades e pelos cidadãos.
E muita gente, digo por experiência própria, não faz a menor ideia do papel de uma Câmara Municipal, inclusive uma parcela preocupante dos candidatos. 

Por extensão nem desconfiam do poder que ela pode oferecer aos cidadãos.

Seja criterioso com seu voto, preste atenção nas pessoas em quem vai votar, não aceite dinheiro, nem favores obscuros, informe-se sobre promessas miraculosas.

Ou bem a gente começa a mudança ou nunca teremos a cidade que queremos e o país seguirá essa lambança que vem dos tempos do Cabral.

10 agosto 2016

Visão romântica da vida ou má fé é o que te move?

Olho para alguns que conheço, enfiando o pé numa empreitada, com discurso de 'mudança', com 'vou fazer a minha parte', num ufanismo provinciano, quiçá infantil e me pergunto:  - Visão romântica da vida ou má fé é o que te move?

O grande Quino, traduziu tudo isso em 6 frames
Tempos atrás presenciei o estarrecimento de uma outra certa pessoa, coroado com a frase -  "Se soubesse o tamanho da sujeira, jamais teria entrado" adornada com olhos assustados e pele pálida de puro pavor e no entanto, está lá a tal pessoa, tentando novamente preservar o status quo. 

Se tua vontade sincera é promover transformação, lembro que aqui fora há muitas frentes, questões profundas e sem solução imediata, exatamente por causa de 'outros' que chegaram onde vocês querem chegar ou permanecer e descobriram que nada pode ser feito dentro do que hoje vigora. 

E no meu entendimento a maior de todas as transformações é interior.

O povo nunca esteve no foco da República, como também nunca foi o foco do Império. A disputa no Brasil sempre foi para pertencer à elite, qualquer elite. E o povo que se lasque. 

Está acontecendo de novo.

Não preciso, sinceramente, desse teu espírito de desprendimento. Parece-me mais, vazio existencial, visão míope da realidade, egoísmo em seu estado mais puro.

Cabe um Brasil nessa passagem: 

"Nem se põe vinho novo em odres velhos; de outro modo arrebentam os odres, e derrama-se o vinho, e estragam-se os odres. Mas vinho novo é posto em odres novos, e ambos se conservam." (Mateus 9:14-17)

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