16 junho 2006

Argila Fresca




sou argila fresca entre teus dedos.
molda-me,
de tua mão não tenho medo,
não ofereço resistência,
transforma-me.
de que outro modo valeria a pena,
se não fosse assim,
se eu não me entregasse inteiro?

3 comentários:

H K Merton disse...

Como é difícil se entregar... Ou será que eu é que sou covarde?

undead disse...

que belas linhas, inspiradoras.

a auto-entrega ocorre quando o indivíduo percebe que não tem controle de si mesmo, e agindo contra a Grande Lei nada dá certo. Portanto o mais sensato é se entregar à Divina Providencia e observar a vida passar como um passageiro dum grande cruzeiro num navio...

" In the first few months after my realisation, I didn’t have a single thought. I could go to the office and perform all my duties without ever having a thought in my head. It was the same when I went to Tiruvannamalai. Whether I was sitting in the hall with the Maharshi, walking around the mountain or shopping in town, everything I did was performed without any mental activity at all. There was an ocean of inner silence that never gave rise to even a ripple of thought. It did not take me long to realise that a mind and thoughts are not necessary to function in the world. When one abides as the Self, some divine power takes charge of one’s life. All actions then take place spontane­ously, and are performed very efficiently, without any mental effort or activity."
Fonte:www.satsangbhavan.net

Me desculpe se viajei demais no comment ou pelo conteudo acima estar em inglês... me senti inspirado ao ler seu post :-)

um grande abraço,

artemcacos disse...

Somos enfim a argila e o torno. Moldamos dia-a-dia nosso caminho.
Olhos abertos, mente serena, espírito leve.

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